Banco Central faz projeção de 15,6% de crescimento em crédito em 2020

Crédito

O Banco Central divulgou seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) onde mostra que a movimentação de crédito no país deve crescer 15,6% neste ano. O número é maior do que o esperado anteriormente, de 11,5%, que, segundo o BC, pode ser explicado pela alta dos financiamentos às empresas e pela recuperação do consumo das famílias.

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“A projeção de crescimento do saldo das operações de crédito do SFN [Sistema Financeiro Nacional] em 2020 foi elevada de 11,5%, no Relatório anterior, para 15,6%. O aumento decorre tanto da demanda acentuada de crédito das empresas como pela recuperação do crédito às famílias, em especial no segmento com recursos livres”, diz o RTI, divulgado nesta quinta-feira (17).

O crédito de pessoa jurídica deve crescer 22,6% neste ano, ante 16,5% da projeção inicial, devido a pandemia do coronavírus ter influenciado as empresas brasileiras, inclusive as grandes companhias.

O resultado também ocorre devido aos juros baixo e aos programas emergenciais lançados pelo governo durante a pandemia, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac).

Para as famílias, o BC elevou de 7,8% para 10,4% a perspectiva de crescimento do crédito, influenciado pela “rápida recuperação nas operações de cartão de crédito à vista a partir de junho, em linha com a recuperação das vendas no comércio”, na “aceleração na expansão do crédito consignado, impulsionado pela elevação na margem consignável dos aposentados” e nas concessões de financiamentos imobiliários, que “seguiram surpreendendo positivamente, impulsionadas pelo cenário de taxas de juros historicamente baixas”.

Projeções de crédito para 2021

Já para 2021, o BC projeta um incremento de 7,8% do mercado de crédito, pois espera uma normalização das condições de oferta e demanda e uma possível desaceleração do financiamento às empresas.

A perspectiva é que o crédito às empresas suba 4,2% em 2021, sendo menor do projetado de 5,1%. Paras as famílias, o BC elevou de 9% para 10,6% a perspectiva de crescimento em 2021, devido a “perspectiva de demanda robusta por financiamentos imobiliários no contexto de taxas de juros ainda baixas”.