Banco Central mantém taxa Selic em 2% na primeira reunião de 2021

Banco Central Taxa Selic

O Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano, na primeira reunião do Comitê em 2021.

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De acordo com comunicado do Bacen em seu site, a descobertas de novas cepas do novo coronavírus foram primordiais para manter a taxa inalterada.

“No cenário externo, o aumento do número de casos e o aparecimento de novas cepas do vírus têm revertido os ganhos na mobilidade e deverão afetar a atividade econômica no curto prazo. No entanto, novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos à implementação dos programas de imunização contra a Covid-19, devem promover uma recuperação sólida da atividade no médio prazo. A presença de ociosidade, assim como a comunicação dos principais bancos centrais, sugere que os estímulos monetários terão longa duração, permitindo um ambiente favorável para economias emergentes”, explicou o Banco Central no comunicado.

Já o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, comentou sobre a decisão do Copom:

“Segundo o forward guidance adotado em sua 232ª reunião, o Copom não reduziria o grau de estímulo monetário desde que determinadas condições fossem satisfeitas. Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária. Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.”

“Por enquanto, e dada a conjuntura econômica que irá se impor ao Brasil, já nesse primeiro trimestre, de saída do fiscal e desemprego se revelando elevado, mantenho o call de que o juro deverá subir apenas a partir de 2022, mas como projetamos o que o BC irá fazer, o comunicado de hoje nos acende um sinal de alerta”, finaliza o economista.