Banco do Brasil registra lucro ajustado de R$ 3,5 bilhões no 3º trimestre

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,5 bilhões no 3T20, aumento de 5,2% frente ao 2T20 e decréscimo de 23,3% em relação ao 3T19. O RSPL no trimestre alcançou 12,0%. No comparativo em nove meses, o lucro líquido ajustado apresentou um decréscimo de 22,9%, totalizando R$ 10,2 bilhões.

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Mesmo com lucro decrescente no trimestre, a geração de negócios permaneceu forte. O resultado estrutural, que não sofre os efeitos das provisões, apresentou crescimento, quando comparado aos mesmos períodos do ano anterior, de 5,3% no trimestre, encerrando em R$ 10,8 bilhões, e de 9,5% na visão acumulada 9M, com R$ 32,8 bilhões.  Influenciaram essa performance o crescimento da carteira de crédito com um mix adequado, o controle de despesas e a redução de despesas com risco legal.

A carteira de crédito ampliada cresceu 6,4% nos últimos 12 meses e alcançou R$ 730,9 bilhões, com destaque para desempenhos dos segmentos Pessoa Física, MPME e Rural, que cresceram 6,2%, 17,9% e 5,3% respectivamente, evidenciando a estratégia do BB de alteração do mix da carteira.

O lucro foi impactado, na comparação com o 3T19, pelo crescimento de 40,5% na PCLD ampliada 3T20 (que inclui as provisões de crédito, recuperação de crédito, perdas por imparidade e descontos concedidos). Na comparação com o trimestre anterior, a PCLD ampliada recuou 6,8%. No acumulado 9M, a PCLD chegou a R$ 16,9 bilhões, uma elevação de 47,9% sobre 9M19.

Diante das incertezas econômicas provocadas pela pandemia, o banco constituiu, de forma conservadora, antecipação prudencial de provisões de crédito, em um valor de R$ 2 bilhões neste trimestre, ainda que o índice de inadimplência (operações vencidas há mais de 90 dias) em setembro tenha caído em relação ao trimestre anterior e se situado em 2,43%. No acumulado em 9 meses, as antecipações prudenciais de provisões totalizaram R$ 6,1 bilhões.

As receitas com prestação de serviços seguiram pressionadas pelo cenário econômico, porém, segmentos bastante representativos para o resultado do Banco apresentaram crescimento significativo. Em 12 meses, as receitas com seguros, previdência e capitalização cresceram 11,2% no trimestre e 7,3% na visão 9M, as de cartão de crédito/débito cresceram 5,6% no 3T20 e caíram 1,7% no 9M e consórcios que aumentaram 26% na visão trimestre e 13,2% na visão acumulada, chegando a R$ 1,0 bilhão, resultado do recorde histórico de vendas. 

As despesas administrativas seguiram sob controle e cresceram 1,6% no trimestre e 2,3% na visão acumulada 9M, patamares inferiores à inflação acumulada do período (3,14%).

O Índice de Basileia atingiu 21,21% em setembro, sendo 13,11% de capital principal.  

Carteira de Crédito Banco do Brasil

A carteira de crédito cresceu nos principais segmentos de negócios do Banco. A carteira PF cresceu 6,2%, na comparação com setembro de 2019. Destaque para o desempenho positivo em crédito consignado, que evoluiu 15,2% em 12 meses.

A carteira de crédito ampliada PJ cresceu 7,9% na comparação anual e totalizou R$ 274,6 bilhões. Destaque para o crescimento de 17,9% da carteira MPME em 12 meses.

A carteira rural aumentou 5,3%, totalizando R$ 173 bilhões. Houve elevação nas linhas de custeio agropecuário (16%) e investimento agropecuário (28,9%).

Digital

O Banco do Brasil aprovou investimentos adicionais de R$ 2,3 bilhões, para os próximos três anos, em tecnologia Analytics, para oferecer aos clientes novas experiências com opções mais práticas, seguras e rápidas no mundo digital. 

Em setembro deste ano, o número de clientes digitais chegou a 19,5 milhões, um crescimento anual de 33%. As interações no WhatsApp cresceram mais de 500% no mesmo período, atendendo a 3,2 milhões de clientes.  

Em setembro, as transações realizadas pelos canais de atendimento internet e mobile representaram 86,7% das efetuadas pelos clientes. Destaca-se que o App BB é o aplicativo mais bem avaliado pelos usuários nas lojas do Google e da Apple.

Os canais digitais (internet e mobile) representaram 46,4% do desembolso em crédito pessoal, 12,2% no crédito consignado, 38,4% das aplicações e resgates nos fundos de investimentos e 39,5% na quantidade de operações em serviços.

As soluções digitais também se estendem à pessoa jurídica. Já são 1,04 milhão de usuários no BB Digital PJ e Mobile PJ.