Banco PAN apresenta lucro líquido de R$ 170 milhões no 3º trimestre

Banco PAN

O Banco PAN (BPAN4) teve lucro líquido de R$ 170 milhões no 3T20, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior e 18% maior do que no último trimestre. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido do PAN foi de R$ 485 milhões, 39% superior aos primeiros nove meses do ano passado.

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O ROE ajustado¹ não auditado subiu para 21,5% a.a. no 3T20 e o índice de Basileia avançou para 16,5%, integralmente composto por capital principal. Já o patrimônio líquido encerrou o trimestre em R$ 5,2 bilhões.

A originação média mensal de varejo alcançou cerca de R$ 2,3 bilhões no 3T20, 29% superior ao registrado no 3T19 e 15% acima do último trimestre, com forte representatividade da contratação digital. Nesse trimestre, mais de 69% da produção de consignado foi formalizada digitalmente e, em veículos e motos, o índice foi de 96%.

“Tivemos o maior volume de originação para um trimestre em nossa história, com mais de 80% dela contratada de forma digital, o que comprova o acerto na nossa estratégia. Temos uma estrutura preparada para avançar ainda mais, com ganhos importantes de eficiência”, comenta Carlos Eduardo Guimarães (Cadu), CEO do Banco PAN.

A carteira de crédito avançou para R$ 25,3 bilhões em 30 de setembro, alta de 2% sobre os R$ 24,7 bilhões no encerramento de junho deste ano e 7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Já a carteira core (consignado, veículos e cartão) cresceu 4% e 11% nos mesmos períodos.

O indicador de inadimplência de varejo acima de 90 dias recuou para 6,7% no 3T20 em relação aos 7,0% no trimestre anterior. O indicador mais curto, de 15 a 90 dias de atraso, apresentou melhora ainda mais forte, de 8,9% para 7,3%, nível mais baixo do que o observado antes da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Nesse contexto, cabe ressaltar que foram prorrogadas apenas duas parcelas de 13,5 mil clientes desde o início da pandemia e que, desses contratos, 92% das parcelas subsequentes vencidas já foram quitadas. Portanto, o índice de inadimplência já reflete o real impacto da crise na carteira do PAN. Com esse cenário, as despesas com provisões líquidas de recuperação de crédito recuaram para 4,8% da carteira, ante 5,9% no trimestre anterior.

“Estamos satisfeitos com a performance da nossa carteira. Sob qualquer ótica de crédito, nossos números melhoraram de forma significativa quando comparados ao segundo trimestre. A quantidade irrelevante de contratos prorrogados que tivemos desde o início da pandemia facilita a análise e compreensão do nosso desempenho”, acrescenta o executivo.

A conta digital segue crescendo de forma expressiva, com forte aceleração no número de clientes nos últimos meses. Trata-se de uma plataforma em que o PAN oferece mais produtos e serviços, seja da própria instituição ou de terceiros, de forma integrada e com uma ótima experiência aos clientes.

“Nossa estratégia permanece a mesma: oferta completa de créditos e serviços financeiros para os nossos clientes, intensa digitalização e diversificação de produtos e canais. O Pix e o open banking contribuirão para o nosso crescimento e assertividade no relacionamento com o cliente”, conclui o executivo.