Banco Pine reporta lucro líquido no segundo trimestre de 2020

Banco Pine

O Banco Pine (http://www.pine.com) apresentou lucro líquido de R$ 3,2 milhões no 2T20, uma melhora significativa em relação aos prejuízos de R$ -29,9 milhões no mesmo período do ano passado e de R$-2,3 milhões no trimestre anterior. No acumulado do ano, o resultado foi de R$ 0,9 milhão, comparado a R$-70,6 milhões no primeiro semestre de 2019. O incremento no resultado é devido, principalmente, ao resultado da Margem Bruta, reflexo de maiores receitas tanto com clientes quanto com o mercado, com incremento nas operações da Tesouraria devido à maior volatilidade do mercado;à redução no custo de crédito; e à manutenção do patamar de despesas operacionais.

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Assim como nos períodos anteriores, o Banco mostrou uma geração consistente de receitas, com crescimento da Margem Financeira Bruta alcançando R$ 61,1 milhões no 2T20, comparado aos R$-7,0 milhões no 2T19. Na avaliação semestral a melhora também foi significativa, encerrando o 1S20 em R$ 77,8 milhões ante R$-18,6 milhões no 1S19.

Adicionalmente, as receitas de prestação de serviços e tarifas somaram R$ 9,2 milhões no 2T20, o que representa uma evolução de 14,2% em relação ao 2T19.

Com relação às despesas gerais, no 2T20 o Banco manteve o patamar de despesas de pessoal e administrativas estáveis tantona comparação com o 2T19, quantono comparativo semestral. O destaque fica para a redução de 22,0% nas despesas administrativas no 2T20 ante o valor apresentado no 2T19.

Estes resultados corroboram os avanços na estratégia de aumentar a participação na carteira de clientes com faturamento anual de até R$ 500 milhões. Ao final de Junho de 2020, a quantidade de grupos desse segmento representava 58% do total de clientes, ante 48% em Junho 19,pulverizado em mais de 300 clientes. A instituição também apresentou aumento do número de clientes ativos em 15,5% na comparação com junho de 2019, totalizando 573 grupos.

Carteira de crédito

Ao final de Junho de 2020, a carteira de crédito classificada pelo Banco Central, foco do modelo de negócios do Banco, totalizou R$ 2,9 bilhões, redução de 8,3% em relação ao mesmo período de 2019. Este resultado reflete a menor originação de novos créditos, principalmente devido à menor produção de recebíveis nos meses de abril e maio, mas com sinais de crescimento já em junho. A instituição notou significativo aumento no crédito relacionado a operações de capital de giro, o que demonstra que as empresas estão buscando se capitalizar e se reestruturar para este novo cenário.

Os créditos classificados entre os ratings AA-C representavam 85,1% da carteira de crédito no mês de junho de 2020, ante 80,4% em junho de 2019. Essa melhora reflete a qualidade das novas safras e dos processos de concessão de crédito, evidenciando a estratégia de migração da carteira para operações de maior rentabilidade e com mais garantias atreladas.

O saldo em atraso acima de 90 dias reduziu para R$ 9,7 milhões no período, refletindo, principalmente,o maior volume de crédito baixado para prejuízo do segmento Grande Empresas no trimestre. Com isso, o índice de inadimplência total reduziu para 0,3%.

Frente ao contexto atual, o Banco segue monitorando e ajustando constantemente os limites operacionais e de apetite a riscos, mapeando as exposições aos setores e empresas com maior fragilidade, amparado por modelos de riscos que ajudam a elevar as margens e controlar a qualidade dos ativos.

Captações e Funding

Neste trimestre, o total de recursos captados com terceiros alcançou R$ 7,1 bilhões em Junho de 2020, representando um aumento de 4,7% em 12 meses e 2,4% em comparação a Março de 2020. O Banco permaneceu com uma carteira diversificada e praticando prazos e condições adequadas ao perfil dos ativos.

O Banco Pine focou sua estratégia de captação em ativos com fluxo de vencimentos acima de cinco anos, buscando um maior conforto de liquidez diante deste cenário de incertezas que envolve a economia global e encerrou o trimestre com caixa livre em R$ 2,2 bilhões, patamar sólido e alinhado com o nosso fluxo de vencimentos e originação de crédito.

O aumento nas captações neste trimestre é devido, principalmente, à busca dos investidores por ativos mais seguros e de longo prazo, considerando a contínua queda na taxa básica de juros em um cenário de crise. Vale ressaltar que 84% do total destesrecursos foram captados com pessoas físicas, e apenas 2% do funding possui liquidez diária.

O Índice de Basileia atingiu 11,3% em junho de 2020, sendo que o índice de Capital Nível I totalizou 9,9%. Este patamar segue adequado para a estratégia de reposicionamento da carteira de crédito do Banco. Na comparação com junho de 2019, a redução na Basileia reflete a volatilidade no cenário macroeconômico oriunda da pandemia do COVID-19, especialmente na variação cambial.

Guidance

Como ainda há muita incerteza no mercado global, o Banco considerou prudente revisar as projeções para 2020 divulgado. Além disso, a revisão ocorreu em função da revisão da expectativa do cenário macroeconômico, incluindo a contração do PIB em 2020 e da revisão rigorosa da estrutura de custos operacionais da companhia.

COVID-19 e impactos futuros

O primeiro semestre de 2020 foi marcado pelos desdobramentos da pandemia do COVID-19, que seguiu afetando as economias mundiais de maneira intensa. Os impactos ainda demandarão tempo para serem mensurados.

Diante desse cenário e amparado pela agilidade, expertise e planejamento, o Banco Pine se manteve 100% operacional, priorizando o atendimento aos clientes e a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Além disso, seguiu seu compromisso com a governança corporativa.

De acordo com o CEO Mauro Sanchez, durante o segundo trimestre, o banco deu continuidade aos compromissos assumidos no início do ano, com o acompanhamento da crise e seus impactos no posicionamento institucional juntos aos stakeholders. “É importante ressaltar que mesmo mantendo praticamente 100% de nossos colaboradores em home office, não houve nenhum prejuízo na comunicação entre as equipes e o atendimento aos nossos clientes continuou com a velocidade e qualidade de sempre”, explica.

Sanchez ainda reforça que entre os meses de maio e junho ficou mais evidente a maturidade e a organização do mercado financeiro brasileiro, que recebeu muito bem as ações do Banco Central para criar mecanismos de gestão de capital e liquidez, reforçando a solidez do setor financeiro. “A rápida adaptação do Banco Pine ao cenário de crise, suportada por um balanço sólido e um modelo de negócios bem definido possibilitou o aproveitamento de oportunidades de mercado, principalmente de Tesouraria, sem que o Banco perdesse o foco na sua estratégia de longo prazo”, destacou.

“O momento ainda é de cautela, entretanto acreditamos na sustentabilidade e na solidez da nossa estratégia.Nos comprometemos manter o controle do risco de crédito e a preservar os níveis adequados de liquidez e capital, sem perder o diferencial como fornecedor de soluções eficazes de crédito para grandes e médias empresas”, finaliza Sanchez.