Caixa Seguridade registra lucro líquido de R$ 807,9 mi no primeiro semestre

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A Caixa Seguridade Participações S.A. anunciou, nesta segunda-feira (10), os resultados da companhia para o primeiro semestre de 2020, quando registrou lucro líquido recorrente de R$ 807,9 milhões, aumento de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.

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Nesta terça-feira (11), foi realizada uma teleconferência com analistas, investidores e jornalistas sobre os resultados. A íntegra das informações financeiras podem ser encontradas no site da Caixa Seguridade (www.caixaseguridade.com.br), onde também estará o link para a plataforma de webcast e a respectiva apresentação.

Resultado 1º semestre 2020:

O lucro líquido recorrente alcançou R$ 807,9 milhões nos seis primeiros meses devido principalmente ao incremento de resultado de investimento em participações societárias (MEP) da Caixa Seguros Holding, cujo valor atribuível à Caixa Seguridade cresceu 11,1% no período. Tal desempenho é decorrente da elevação de produção nos ramos Vida (6,3%) e Habitacional (4,6%), bem como do aumento de 31,5% do resultado financeiro da Caixa Seguradora. No segundo trimestre, o lucro líquido recorrente da companhia foi 2,7% superior ao mesmo intervalo de 2019.

A receita operacional atingiu R$ 957,4 milhões no primeiro semestre de 2020, 4,1% acima do mesmo período de 2019, em virtude do aumento de 9,7% registrado na receita de MEP, composta pelas participações nos resultados da Caixa Seguros Holding, Too Seguros e PAN Corretora. No segundo trimestre, o crescimento foi de 0,4%, ainda na comparação ano a ano, com um total de R$ 464,6 milhões de receita.

O faturamento bruto do semestre foi sensibilizado pelas medidas restritivas advindas da pandemia de COVID-19, principalmente a partir da segunda quinzena de março até o mês de maio, refletindo principalmente em menores receitas de acesso à rede de distribuição e uso da marca (BDF). O faturamento de junho, no entanto, foi 9,6% superior ao do mesmo mês em 2019 e em patamar próximo ao de janeiro e fevereiro de 2020, evidenciando a retomada da produção para níveis de faturamento do período anterior à pandemia.

A margem líquida foi de 84,4%, com acréscimo de 0,9 p.p em comparação com o primeiro semestre de 2019 (83,8%), decorrente do aumento da participação das receitas de MEP na composição da Receita Operacional.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 31,2%, registrado ao fim dos primeiros seis meses de 2020, ficou ligeiramente abaixo do observado no primeiro semestre de 2019 (32,8%), embora o lucro líquido acumulado até junho, que compõe o numerador do indicador, tenha registrado aumento no período. A variação do índice é decorrente do aumento do patrimônio líquido proveniente dos lucros relativos ao exercício 2019 e primeiro semestre de 2020, que sensibilizam o denominador até que o efetivo pagamento dos dividendos ocorra.

A participação de mercado acumulada da Caixa Seguridade em junho de 2020 foi de 10,7%, com base nos dados divulgados da base SUSEP e no faturamento da companhia. O resultado mantém a companhia na terceira colocação.

Destaques das ações adotadas:

No segundo trimestre de 2020, a Caixa Seguridade seguiu adotando estratégias para a sustentabilidade do negócio e o enfrentamento do impacto causado pela pandemia COVID-19. Como uma das estratégias de enfrentamento, cabe destacar o Programa Time de Vendas.

Para o diretor presidente da Caixa Seguridade, Eduardo Dacache, “o programa, que atua na mobilização e engajamento dos empregados da Rede CAIXA, com campanhas de incentivo e desafios envolvendo as equipes de vendas, vem fortalecendo a base de empregados atentos às oportunidades de venda de seguros no balcão da CAIXA. No contexto da pandemia, o foco foi direcionado à rede de agências digitais e ao segmento de alta renda, que contavam com empregados em trabalho remoto e clientela ávida por informações de mercado. Obteve-se uma maior proximidade com a Rede CAIXA, via a realização de treinamentos à distância e lives de alinhamento estratégico, e foram disponibilizados painéis de acompanhamento de vendas online e de penetração no crédito comercial da CAIXA”. “A companhia está constantemente atuando para a ampliação dos canais de distribuição e, no contexto da pandemia, isto ganhou ainda maior relevância”, complementa o CEO.

No segundo trimestre, houve a disponibilização de produtos para contratação no Internet Banking CAIXA e a diversificação de meios de pagamento, com a possibilidade de pagamento de Seguro de Vida com cartão de crédito. Destaca-se também a melhoria de processos de atendimento e pós-venda, com novas modalidades de atendimento via WhatsApp e por meio do autosserviço da página da Caixa Seguradora.

Durante a pandemia, a CAIXA se destaca pelo protagonismo como agente das políticas sociais do governo federal. De maneira disruptiva, atuou no enfrentamento à crise, em especial através da operacionalização do auxílio emergencial, entre outros programas, e concessão de crédito às micro e pequenas empresas.

O banco foi responsável pela maior inclusão bancária da história, através da sua plataforma digital, operacionalizada pelo aplicativo Caixa TEM, dando acesso a serviços sociais e transações bancárias a milhões de brasileiros. Ao longo da pandemia foram 195,7 milhões de downloads e mais de 88 milhões de contas digitais criadas, chegando em único dia a abrir 12 milhões, números atualizados até 08 de agosto.

A utilização do aplicativo é recorrente, com total acumulado de 157 milhões de transações, com média diária aproximada de 2 milhões. A expansão da operação digital na CAIXA, com número crescente de usuários, demonstra a importância e o potencial do canal. Além das transações essenciais, a plataforma digital contemplará portfolio abrangente, como oferta de produtos de seguridade.

Serão mais de 120 milhões de pessoas beneficiadas pelos programas de auxílio emergencial, benefício emergencial de preservação do emprego e da renda (Bem) e saque emergencial FGTS, recebendo através da plataforma digital.

O novo direcionamento estratégico da CAIXA na concessão de crédito para pessoa jurídica, focado no relacionamento e negócios com microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas, também tem sido uma nova porta de negócios, que vem sendo explorada com sucesso, e grande potencial para o negócio de seguros.

Desde o lançamento do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE), em junho, foram concedidos mais de R$7,3 bilhões em crédito para cerca de 58 mil empresas, das quais 17,6 mil não tinham relacionamento com o banco. A expectativa é que seja concedido nos próximos meses mais R$ 5 bilhões para mais 39 mil empresas.