Como a vacina pode impactar a economia do Brasil?

Vacina

Não é novidade que as notícias sobre a possibilidade da vacina ser aprovada e começar a vacinação até março do ano que vem traz inúmeras expectativas e ansiedades para todos os brasileiros. Principalmente no estado de São Paulo, com o anúncio do governador que afirmou que o evento começará dia 25 de janeiro.

A questão é que essas divulgações trazem impactos não somente na vida de cada um, como em todo o cenário econômico, gerando esperança para comércios e empresas de que as coisas voltem ao normal em breve.

“É claro que todos querem que isso ocorra o mais rápido possível, esse ano foi muito difícil em diversos aspectos. Muitas pessoas ficaram desempregadas, faturamentos no negativo, gastos do dinheiro público, como o auxílio, que pioraram a crise, mas que foi necessário, entre outras situações. Com isso, criou-se uma expectativa muito grande ao redor da vacina e suas consequências positivas”, conta Caio Mastrodomenico, CEO da Vallus Capital, fintech de fomento mercantil.

No entanto, isso impacta diretamente a economia, ou seja, enquanto as perspectivas forem positivas, os resultados também serão. Logo, a bolsa de valores voltará a crescer, os empresários ficaram mais otimistas e melhorariam até mesmo o cenário de investimentos.

“O grande problema se encontra na instabilidade de todo o contexto, inclusive político, pois não há certeza se as datas previstas serão alcançadas, e muitas vezes os discursos e disputas políticas fazem com que a positividade acerca da vacina regrida, dificultando a economia do Brasil, já que muitos não iram querer investir por medo de serem novamente impactados negativamente”, explica o CEO.

O ideal, seria que antes de qualquer decisão precipitada, analisasse a situação como um todo, e esperasse algo mais concreto. “Para os empresários e empreendedores, o mais correto seria apenas manter seus negócios sem mudanças drásticas, e caso seja necessário um apoio no capital, buscassem por opções mais seguras e rápidas, como a antecipação de recebíveis”, finaliza Mastrodomenico.