Contra calotes, bancos devem aumentar reservas em até 60% por conta do coronavírus

Consórcio Bancos

Os bancos têm se preparado para evitar possíveis calotes e inadimplências de clientes em meio a crise do coronavírus. As instituições têm reservado de 40% até 60% de seus fundos para evitar prejuízos com o não-pagamento de contas e tributos de seus clientes.

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Analistas do BTG Pactual têm pontuado uma reserva de 40% em 2020, enquanto os especialistas do UBS falam em até 60% destas reservas.

O Santander é um dos bancos que elevou suas reservas em 20% para evitar possíveis calotes. Isso pode ser visto nos resultados divulgados pelo banco no período de janeiro a março.

Expectativas dos bancos

As instituições devem espremer seus lucros neste período, em uma tentativa de aumentar suas reservas para cobrir risco com a possível alta dos calotes. No momento, a inadimplência se mantém inalterada nos bancos.

“Se a inadimplência desse segmento aumentar de 4% (patamar que registrou no final de 2019) para 7%, por exemplo, estamos falando de uma perda de R$ 16 bilhões para o sistema financeiro”, afirma o analista em relatório do UBS.

Para os especialistas, o maior risco dos bancos está no segmento de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), quem deve sofrer mais com a crise. Este setor corresponde a 16% do total de empréstimos no Brasil.

A crise foi responsável pelo rebaixamento das perspectivas para o sistema bancário nas três principais agências de classificação de risco no mundo, Fitch Ratings, Moody’s e S&P. De acordo com a Moody’s, o sistema bancário sentirá os efeitos da crise pelos próximos 12 a 18 meses.

“Nós vemos uma boa coordenação entre o Banco Central, Caixa, BNDES, grandes bancos e o governo. Os bancos já estavam bem provisionados depois de fortalecerem as reservas para perdas no último trimestre de 2019, mas ainda esperamos que as provisões aumentem no mínimo 40% em 2020″, afirmaram os analistas do BTG Pactual Eduardo Rosman e Thomas Peredo em relatório.

Por fim, os especialistas consideram que os bancos devem aumentar os juros e realizar uma mudança no mix da carteira, com um maior volume de empréstimo em linhas de maior garantia.

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