Copom quebra estimativas e reduz taxa Selic para 3% ao ano

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou no final da tarde desta quarta-feira (6) mais um relatório onde anunciou nova redução da taxa básica de juros, a Selic. Quebrando as estimativas dos executivos, o BC reduziu o valor da Selic de 3,75% para 3% ao ano.

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Cenário de crise

Na nota oficial divulgada pelo Banco Central, foram avaliados diversos cenários da economia para a redução de 0,75% da Selic. O primeiro foi o cenário externo provocado pela pandemia do coronavírus, que tem acarretado uma “desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos”, como informou o Copom.

“Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias, e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador, com saída de capitais significativamente superior à de episódios anteriores”, informou o Comitê.

Nas estimativas do país entre os meses de março e abril, o Copom analisou indicadores de maior frequência e tempestividade, mostrando que “a contração da atividade econômica será significativamente superior à prevista na última reunião do Copom”.

No cenário híbrido, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$5,55/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 2,4% para 2020 e 3,4% para 2021. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,75% a.a. e se eleva até 3,75% a.a. em 2021. Esse cenário supõe ainda que o preço do petróleo (Brent) subirá cerca de 40% até o final de 2020; e

No cenário com taxa de juros constante a 3,75% a.a., taxa de câmbio constante a R$5,55/US$* e a mesma premissa para o preço do petróleo, as projeções situam-se em torno de 2,3% para 2020 e 3,2% para 2021. *

* Análise do relatório do Copom desta quarta-feira

Recuperação

O Copom também divulgou que o cenário atual precisa de mudanças para que a economia do país possa se recuperar após a pandemia.

“O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, disse.

Dois membros do Comitê, que não tiveram os nomes revelados, ponderaram sobre o aumento da taxa, que poderia derrubar todos os estímulos criados para conter a crise. Governo federal e bancos têm assumido empréstimos e prorrogação de pagamentos para auxiliar os contribuintes neste momento de crise.

A próxima reunião, ainda sem data marcada, analisará os impactos da pandemia na crise econômica, mas ressalta que “se elevou a variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos”.

Votaram nesta reunião os seguintes membros do Copom: Roberto Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

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