Coronavírus irá aumentar juros dos bancos, segundo Bradesco

Presidente do Bradesco informou que operações de crédito, exceto aquelas criadas de modo emergencial, terão juros maiores devido ao Covid-19.

Banco Bradesco

O presidente do Banco Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou em uma conferência com jornalistas que as novas operações de crédito a serem feitas durante o coronavírus terão juros e spreads (diferença entre a taxa de captação e os juros que o banco empresta) serão maiores, principalmente pelo cenário de pandemia.

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Entretanto, esse aumento não atingirá as linhas emergências criadas especificamente para o momento. Por outro lado, a demanda de recursos a serem liberados passarão por um crivo maior por parte do banco e com taxas maiores pressionadas pelo maior risco que a situação do país apresenta.

“Ainda não temos certeza do que vai acontecer pela frente, nem de quando isso vai terminar ou como vai ser o futuro, e a demanda de recursos novos passará por um crivo acentuado e pode ter juros e spreads um pouco maiores. É o mercado que vai regular isso ao longo do tempo pela disputa natural que temos no setor”, informo Lazari.

Algumas linhas foram criadas para atender empresas e contribuintes neste momento de pandemia o que, segundo Lazari, não terá juros alterados. “Além disso, temos mapeado alguns setores que vão sofrer mais, e, principalmente nesse cenário, as empresas também terão que ter consciência maior do quanto podem se alavancar”, disse.

Fechamento de agências

O executivo do Bradesco também afirmou que o banco deve fechar mais agências do que previsto para este ano. O banco pretendia, em 2020, fechar 300 agências. A nova perspectiva é que a instituição feche 330 estabelecimentos.

“Temos que ser conscientes de que o modo de trabalhar e a maneira das pessoas se relacionarem com o banco devem mudar. À luz disso, teremos mais funcionários em home office e menos clientes passando por agências físicas. Isso vai fazer parte da reprogramação de agências e é uma nova forma de pensar que vamos desenvolver, seja para mudar ou para fechar estruturas físicas”, comentou.

Resultados

Na última sexta-feira (1º) o Bradesco divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2020, com uma queda de 40% em comparação com o mesmo período de 2019. O resultado foi de R$ 3,8 bilhões, impulsionado pelo aumento de 86% nas reservas voltadas para cobrir calotes, que subiu para R$ 6,7 bilhões.

“Também devemos lembrar que todas as operações previstas para o mercado de capitais convergiram para o mercado bancário. Ainda assim, nesse cenário, devemos ver uma estagnação nos volumes cedidos às grandes empresas e um crescimento menor nas concessões às pessoas físicas, muito pelo cenário que temos pela frente”, informou Lazari.

A carteira de pequenas e médias empresas aumentou 17,8%, para R$ 119,21 bilhões, e o crédito de grandes empresas teve alta de 1408%, para R$ 296,7 bilhões.

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