Embraer busca “socorro financeiro” e contra Itaú para assessorar pacote

Embraer

A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A) confirmou que contratou o Itaú Unibanco para assessorar o pacote de socorro que está sendo costurado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro, que deve ficar em torno de US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, vem após a união frustrada com a Boeing, que desistiu do negócio.

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A operação foi divulgada pelo Estadão/Broadcast, que ainda informou que outros bancos foram convidados para a ação, mas ainda não estão envolvidos nas negociações. O BNDES deve convidar as instituições na próxima semana para trabalhar o pacote de ajuda à Embraer.

Segundo o apurados pelo Estadão, os bancos estão interessados no negócio principalmente se envolver concessão de crédito, e não compra de participação na companhia de aviões. Bradesco e Santander também devem entrar no negócio que deve envolver crédito novo e alongamento de prazo de dívidas já contratadas.

O negócio pode envolver novas emissões de títulos de dívida, como debêntures e bônus de subscrição de ações, quando os acionistas têm preferência de compra.

Ao ver a Boeing rescindir o contrato, a Embraer buscou no mercado alternativas para seu capital. Este resgate, no entanto, deve vir depois da pandemia do coronavírus, já que a maioria dos aviões estão no chão, o que tem ameaçado a sobrevivência das empresas.

No momento, a Embraer tem caixa para honrar com seus compromissos, mas a parceria com a Boeing ajudaria a colocar a empresa brasileira no cenário internacional.

Contrato

Em nota, a Embraer comentou sobre a rescisão de contrato da Boeing. Confira:

A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA) e fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões. A empresa acredita que a Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação.

A Embraer acredita que está em total conformidade com suas obrigações previstas no MTA e que cumpriu todas as condições necessárias previstas até 24 de abril de 2020.

A empresa buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA.

A Embraer se mantém uma empresa bem-sucedida, eficiente, diversificada e verticalmente integrada, com histórico de sucesso no atendimento a clientes com produtos e serviços, construídos em uma base sólida de recursos industriais e de engenharia. A empresa é uma exportadora e desenvolvedora de tecnologia, com atuação global em aviação de defesa, executiva e comercial.

Nossos funcionários continuarão a oferecer com muito orgulho aos nossos clientes produtos e serviços de alta qualidade dos quais dependem da Embraer, todos os dias.

Nossa história de mais de 50 anos está alinhada com muitas vitórias, mas também com alguns momentos difíceis. Todos eles foram superados. E é exatamente isso que vamos fazer novamente. Superar esses desafios com força e determinação.

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