Fitch coloca perspectiva do Brasil como negativa em meio à crise

Fitch investimento Brasil

A agência de classificação de risco Fitch divulgou um novo relatório nessa terça-feira (5) onde mantém a nota de crédito do Brasil em BB-, classificando o país como mau pagador, mas agora a perspectiva é negativa. Com isso, o panorama para a economia brasileira, segundo a agência, ainda passará por mais crise durante a pandemia do coronavírus.

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De acordo com a Fitch, esta revisão reflete a deterioração das perspectivas econômicas e fiscais do país, além das incertezas em relação a política e o tempo de duração e intensidade da pandemia.

Análise

A nota do Brasil está em BB- desde fevereiro de 2018, após o governo desistir de votar a reforma da previdência em razão da intervenção no Rio de Janeiro. Com isso, o rating do Brasil caiu 3 degraus abaixo do grau de investimento.

“Ainda que a administração e o Congresso tenham trabalhado juntos para aprovarem uma importante reforma previdenciária em 2019 e as recentes medidas emergenciais para apoiar a economia, fricções periódicas reduziram a previsibilidade dos resultados econômicos e políticos e nublaram as perspectivas de reforma após a pandemia”, destacou a agência em nota oficial.

O atual cenário político e econômico também foi decisivo para a queda da nota e perspectiva. “A pandemia e a recessão relacionada vão incrementar ainda mais o endividamento público, erodindo a flexibilidade fiscal e aumentando a vulnerabilidade e a choques”, diz o texto.

A Fitch também foi responsável pela estimativa da economia brasileira, que deve sofrer uma retração de 4% em 2020, com riscos negativos. “O crescimento médio de -0,6% nos últimos 5 anos reflete uma recuperação lenta após a longa recessão de 2015/2016”, aponta a agência. Para 2021, a estimativa é decrescimento de 3%, conforme o país se recupere da pandemia.

Investimento

O Brasil está há 4 anos sem grau de investimento. A S&P tirou o selo de bom pagador do país em setembro de 2015, seguido pelas outras duas agências, Fitch e Moody’s. com os rebaixamentos, a nota do Brasil recuou para o patamar de 2005. O país tinha conquistado o grau de investimentos pelas Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody’s. 

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