Governo planeja cobrar imposto de 0,4% sobre transações em dinheiro

Ministro da Economia, Paulo Guedes, quer aprovar imposto sob transações em dinheiro
(Foto: Folhapress)

O projeto defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que planeja implementar um imposto em moldes semelhantes a CPMF, também quer aprovar em sua reforma tributária a cobrança de 0,4% sobre saques e depósitos em dinheiro.


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Para pagamentos no débito e no crédito, a alíquota inicial é de 0,2%, para os dois lados da operação, pagador e recebedor.

Ainda na proposta, a ideia é que as taxas cresçam com o passar dos anos, já que a ideia do governo é usar o novo imposto para substituir a tributação sobre os salários, classificada pela equipe econômica como nociva para a geração de empregos no país.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário especial adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, defendeu a contribuição durante o Fórum Nacional Tributário, promovido pelo sindicado dos auditores fiscais, em Brasília.

“Estamos ano a ano com uma regressão percentual de pessoas empregadas formalmente. E isso não pode ficar de fora da reforma tributária, porque o impacto mais significativo [para o emprego] talvez seja a desoneração sobre folha. Dentre todos os tributos no nosso ordenamento jurídico a tributação sobre folha é o mais perverso para geração de empregos”, disse.

Antes contrário a proposta, o presidente Jair Bolsonaro já considera que a recriação do imposto nos moldes da CPMF deve ser condicionada a uma compensação para a população.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse nesta terça-feira (10) que tem dificuldades com o andamento deste processo na Câmara e por isso aguarda a formalização da proposta.

“A CPMF tem pouco apoio entre aqueles que conhecem a questão tributária, não sei se esse é o melhor caminho para você resolver os custos com mão de obra. Nós entendemos a preocupação do governo. Acho que a intenção está correta, mas não sei se a fórmula é a melhor”, disse.



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