Governo quer reduzir subsídios ao Minha Casa Minha Vida

Minha Casa Minha Vida
(Foto: Divulgação)

O governo Bolsonaro, por meio do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou na última sexta-feira (13) que quer limitar o acesso ao subsídios do Minha Casa Minha Vida. A ideia é reduzir o teto da renda das famílias que têm direito à faixa 1 do benefício.

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Durante o Fórum Brasileiro, realizado em São Paulo, Canuto disse que o programa não deixará de existir, mas será repaginado. A nova proposta deve chegar até o presidente Jair Bolsonaro até o final de novembro e deve ser anunciada em dezembro.

“Queremos alocar recursos onde mais precisa. O programa [Minha Casa Minha Vida] ajudou muito nos últimos anos, mas tem algumas deficiências. A principal delas é a comercialização irregular. Hoje, o limite do faixa 1 é de R$ 1.800,00. Estamos avaliando se esse é o melhor limite porque muitas famílias nessa renda já conseguem acessar o financiamento. Talvez ela possa baixar 1 pouco para R$ 1.200,00 ou R$ 1.400,00. Esse ajuste precisa ser feito”, disse Canuto.

As mudanças serão estudadas por um grupo de trabalho na Casa Civil para entender como tais modificações poderão impactar na população.

“O governo não ignora o problema do déficit habitacional e essas pessoas precisam ter uma assistência para isso. A gente precisa realocar os recursos, ainda mais em 1 momento de ajuste fiscal importante para o futuro do país”, concluiu o ministro.

O governo deve manter para 2020 o uso dos recursos do FGTS para pagar a subvenção do programa nas faixas 1,5,2 e 3, de modo feito na última semana para destravar o crédito que aguardava do orçamento da União.

De acordo com o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a crise no setor só não foi pior por causa do programa Minha Casa Minha Vida.

“[É] 1 dos poucos programas públicos que trouxeram alguns bons resultados”, disse o secretário. “Foi um programa que ajudou para que essa queda não fosse ainda maior, mas que não é solução de longo prazo para a economia brasileira”, afirmou. “Quando falamos no futuro da construção brasileira, ele passa necessariamente por mecanismos privados de financiamento e por ambiente egulatório mais simples”, acrescentou.

De acordo com presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cerca de R$ 450 milhões em crédito imobiliário indexado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já foram contratados com nova liberação do banco oferecida ao público.

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