Indústria pretende “desmatamento zero” ao aderir ao RenovaBio

Etanol

O governo anunciou nessa terça-feira (24) um novo pacote para a indústria sucroenergética denominado RenovaBio. Considerada a maior política do setor em todo o mundo, o programa promove pontos de eficiência energética e incentiva a redução de emissão de gases poluentes na atmosfera em toda a cadeia de produção e consumo.


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Com isso, as 146 indústrias associadas a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) toparam participar o programa. O Brasil espera aumentar o volume de produção de etanol para 50 bilhões de litros até 2030. Hoje, o país produz 35 bilhões de litros de etanol da cana-de-açúcar.

“As empresas, usinas, produtores de biodiesel, produtores de biometano, biogás e qualquer produtor de biocombustível que queira participar do programa, tem que chamar uma empresa de certificação, que irá auditar todo o processo produtivo. As mais eficientes do ponto de vista ambiental, poderão emitir mais créditos de descarbonização ou CBIOS”, afirma o economista chefe da entidade, Luciano Rodrigues.

A lei RenovaBio institui três principais metas da eficiência energética no país, sendo eles:

• Incentivar a expansão do setor de biocombustíveis;

• Cumprir as metas determinadas para o Brasil no âmbito do Acordo de Paris;

• Garantir previsibilidade no setor, induzindo ganhos, comercialização e uso de biocombustíveis;

“A partir de 24 de janeiro, aquelas usinas que já estiverem certificadas poderão usar suas operações físicas de etanol para emitir os Cbios. O Sepro já apresentou a plataforma, ai cada usina vai procurar um banco ou corretor para fazer o processo de escrituração. A B3 já está avançada e entregará no tempo adequado o processo de registro das liquidações dessas operações”, conta Rodrigues.

A ideia é o desmatamento zero, mesmo se ele for legal. No entanto, os efeitos no preço dos combustíveis ainda serão sentidos. O etanol teve alta de 6% em 17 estados e no Distrito Federal nesta última semana, impulsionado, principalmente, pelas viagens de fim de ano.

“O etanol hoje é regulado pelo mercado. Ou seja, temos uma demanda aquecida e uma oferta suficiente para garantir o consumo, mas não há oferta estressada. Não há uma oferta tão grande, que ninguém quer e está sendo vendida a qualquer preço”, diz o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi.

Com informações do site Canal Rural



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