Ministro da Economia mantém diálogo sobre criação de “nova CPMF”

Ministro Paulo Guedes quer aprovar "nova CPMF" no Congresso
(Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, manteve o diálogo nessa quarta-feira (21) sobre a criação de um imposto federal sobre transações financeiras, nos mesmos moldes da extinta CPMF. A ideia é compensar a redução de impostos cobrados das empresas sobre a folha de pagamentos. A ideia sobre a “nova CPMF” sofre forte rejeição do Congresso.


Saiba mais

Artigo – Imposto único: um passo maior que a perna

Governo anuncia privatização dos Correios

Como divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o novo imposto receberá o nome de Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos (CSTP), e deverá ter uma alíquota de 0,22%, mais baixa do que a antiga CPMF. A ideia seria criar uma “conta investimento” para isentar cobranças de aplicações na Bolsa, renda fixa e poupança, entre outras.

blubank

Hoje, a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos é de 20%. Com a nova alíquota, essa cobrança cairia para algo em torno de 11% e 12%. Em seguida, a proposta é subir com a desoneração até atingir 100% da folha.

Para o governo, o objetivo desta mudança é estimular a geração de empregos formais com a diminuição dos encargos.


“Podemos propor uma desoneração forte na folha de pagamentos a troco desse imposto (CSTP). Se a classe política achar que as distorções causadas por esse imposto são piores do que os 30 milhões de desempregados sem carteira de trabalho, eles decidem”, afirmou Guedes após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Se for baixinho (o imposto), não distorce tanto (a economia), mas essa vai ser uma opção também da classe política.”

Por outro lado, a proposta sofre negativa até do presidente Jair Bolsonaro, que não aceita a CPMF. A ideia do ministro da Economia é conseguir mostrar ao presidente a importância da contribuição para reduzir a taxa de desemprego, já que haveria a desoneração da folha.

IVA

Caso o projeto da “nova CPMF” não avance, a ideia é elevar em cinco ou seis pontos percentuais a alíquota projetada para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que seria criado com a reforma no lugar de tributos que incidem sobre o consumo. O governo vai insistir na desoneração da folha e avalia que tem “conseguido aumentar o apoio dos empresários à proposta”.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Cartão Kontaazul

Convite Konta Azul

Sem consulta ao SPC e Serasa, Deixe o seu e-mail.