Por que este é um bom momento para solicitar crédito?

Crédito

Com diversas reformas acontecendo no setor de economia do país, muitos especialistas afirmam que o momento é ótimo para solicitar crédito em bancos ou instituições financeiras. Mas, afinal, este realmente é um bom momento para aceitar esse tipo de serviço?


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O site Konta Azul foi atrás de um especialista no assunto e conversou com Ricardo Kalichsztein, CEO e fundador do Bom Pra Crédito, empresa que trabalha com este tipo de serviço e analisa o perfil dos consumidores que pedem crédito na praça.

Confira a entrevista com Ricardo:

Nicholas Araujo: Quais os principais motivos pela busca de crédito no Brasil?

Ricardo Kalichsztein: Os principais motivos para busca de empréstimo entre os brasileiros são: trocar uma dívida cara por uma mais barata (por exemplo cartão de crédito, cheque especial), abertura de um pequeno negócio, reforma de casa, situações emergenciais , pagamento de cursos.

Nicholas: Na sua opinião, o brasileiro se perde com dívidas? Ou é um bom pagador?

Ricardo: O brasileiro tem como característica pessoal a intenção de pagar porque dá muita importância à honra do seu nome. Entretanto há ainda bastante oportunidade de melhorar sua educação financeira, incluindo a autoavaliação da sua capacidade de assumir compromissos financeiros que comprometam sua renda. Além disso, o cenário que temos até hoje de altas taxas de juros contribui para aumentar a dificuldade dos brasileiros em pagar suas dívidas.

Nicholas: O sistema de empréstimo é um sistema muito burocrático no Brasil?

Ricardo: O sistema financeiro brasileiro é um dos mais modernos e estruturados do mundo, porém, ainda muito concentrado nos maiores bancos do País. Em termos de acesso às informações do consumidor, ainda estamos muito atrás de vários países e sua consolidação levará tempo.. A agenda do Banco Central do cadastro positivo, das fintechs e do Open Banking sinaliza que estamos no caminho certo.

Nicholas: Qual a faixa etária que mais solicita empréstimo? Por quê?

Ricardo: O público está mais concentrado nas camadas de renda mais baixas. Ao todo, 79% dos clientes de fintechs estão concentrados nas faixas C, D e E. Quase dois terços têm entre 26 e 47 anos. Entre as empresas que atendem pessoas jurídicas, 72% dos clientes correspondem a empresários individuais, microempresas e empresas de pequeno porte (até 49 empregados).

Nicholas: Atualmente, os bancos competem com as fintechs no mercado de empréstimo?

Ricardo: Apesar da grande concorrência no mercado, existe espaço para todo mundo. De acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito 2019, desenvolvida pela PwC Brasil e ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), cerca de um terço da população de brasileiros adultos não é atendido pelo sistema bancário tradicional e não tem acesso a crédito, totalizando em 45 milhões de pessoas que movimentam mais de R$ 800 bi por ano. Metade delas simplesmente não utiliza bancos para depositar seus recursos. Isso significa que mercado de fintech de crédito ainda é inexplorado. Com a entrada de novos players, a expectativa é de que o mercado cresça e se consolide ainda mais, principalmente, com a ajuda do Banco Central, que está de olho nas novas tecnologias e modelos de negócios disponíveis para ajudar os consumidores. Enquanto focarmos na experiência do usuário e no melhor atendimento ao cliente, haverá espaço para crescimento.



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