Presidente do Banco do Brasil fala em privatização do banco; secretário da economia nega

Banco do Brasil

Uma fala do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, pegou alguns investidores e clientes de surpresa. O executivo disse que a economia deve aguardar a privatização do banco nos próximos anos.

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“Eu acho que a gente já devia começar a se antecipar para pensar em privatização. Assim não teria trauma nenhum”, declarou.

O BB seguiu o modelo de muitos bancos privados como Bradesco e Itaú e fechou cerca de 409 agências pelo país e reduziu o quadro de funcionários para 3.699 colaboradores.

Esta possível privatização seria uma resposta ao grande crescimento de fintechs e bancos digitais, que oferecem baixa ou zero anuidade no cartão de crédito, bem como menores taxas de juros e menores taxas na cobrança de serviços.

Para acalmar esse alvoroço, o secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, disse nessa terça-feira (18) que, ao menos por enquanto, não é o objetivo do governo privatizar setores como Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal.

“Temos um universo de empresas. No site do Ministério da Fazenda, já 698 ativos empresariais listados. Cm certeza, a Caixa, o Banco Do Brasil e a Petrobras não estão nos planos de privatização neste governo. Não está dentro do nosso mandato. Vamos vender tudo o que é possível e deixar essas três para o final, talvez o próximo governo”, afirmou.

O governo estuda um modelo de privatização para desafogar os gastos do governo e passar setores como Correios e EBC (Empresa Brasil de Comunicação) para a iniciativa privada. No momento, o modelo está sendo estudado, mas Mattar diz que o projeto deve ser apresentado nos próximos dias e pode até extinguir empresas.

“Estamos trabalhando nos estudos para as duas empresas, que podem levar até mesmo à extinção delas. Pela complexidade e pela necessidade de aprovação do Congresso, a privatização dos Correios deve ocorrer só no fim de 2021”, acrescentou.