Principais erros financeiros: como evitá-los?

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(Foto: Divulgação)

Por Francis Wagner * – Cuidar das finanças pessoais pode ser um problema muito sério para algumas pessoas. Nem sempre é fácil conseguir organizar as contas sozinho e é importante perceber que, às vezes, é necessário pedir ajuda de a consultores financeiros. Até porque um levantamento recente da SCPC/Boa Vista apontou que 73% dos participantes da pesquisa gastam mais da metade de sua renda com dívidas.

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Esses números evidenciam a carência de planejamento e da educação financeira da população. Alguns erros comuns e corriqueiros podem ser os grandes vilões do endividamento. Gastar mais do que ganha é o ínicio de um acúmulo de débitos e se torna uma bola de neve financeira que começa a originar outros problemas, como o aumento no número de pedidos de empréstimos, por exemplo.

O recurso costuma ser contratado justamente por aqueles com finanças desestabilizadas. Essas pessoas geralmente solicitam um valor mais alto do que o necessário e com tempo de pagamento maior. A lógica dos empréstimos segue a premissa de quanto maior a quantia adquirida e o tempo de quitação, mais altas serão as taxas, ou seja, o risco de endividamento permanece.

Outro erro comum é investir tendo dívidas. Muitas vezes a ânsia de começar é muito mais forte do que a racionalidade. As pessoas querem aproveitar dicas, mas se esquecem que possuem dívidas e o melhor é quitá-las, justamente porque os juros são maiores do que as taxas a receber com investimentos.

Itens que também entram na lista de erros são: comprar por impulso e usar o cartão de crédito desenfreadamente. A compulsão por compras também está associada a outros tipos de problemas, como os psicológicos. O indivíduo observa algum bem ou serviço e se sente eufórico, maravilhado, isso faz com que ele adquira muito rapidamente, sem pensar em consequências.

Já o cartão de crédito frequentemente é visto como uma renda extra, porém, ele simplesmente posterga uma conta que sairá do mesmo salário. Ele pode se tornar um erro ainda maior quando fazemos o pagamento do mínimo ou o parcelamento da fatura, já que as taxas cobradas são exponenciais. Quem o utiliza em excesso passa a não ter noção do quanto está gastando, é um sentimento falso de poder de compra.

Diante disso, o primeiro passo para começar a organizar as contas é montar uma reserva de emergência, o que evitaria empréstimos, por exemplo. Saber exatamente o que ganha e como gasta já vai ser suficiente para clarear a mente da pessoa e a grande sacada é se conhecer a ponto de saber exatamente tudo o que entra e tudo o que sai, inclusive os centavos.

Querer fazer tudo de uma vez não vai funcionar e ainda atrapalha. Nestes momentos, é bom lembrar: ter ansiedade financeira não faz bem para ninguém, nem para o bolso e nem para o psicológico. Ao passar por uma situação que desperte uma vontade de comprar algo, tente ir embora e volte dois dias depois ou simplesmente se pergunte quanto tempo de trabalho precisa para comprar aquele bem.

Educação financeira não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com um pouco de cuidado e determinação, corrigi-los se torna o primeiro passo para organizar as finanças.

* Francis Wagner é CEO e fundador do app Renda Fixa, criado em 2015. Já atuou como desenvolvedor de aplicações para o homebank do Itaú, desenvolveu o Programa Itaú Unicef em conjunto com a Fundação Itaú Social e o Programa Olimpíadas da Língua portuguesa em conjunto com a mesma fundação. É tecnólogo em administração de empresas pela Derville Allegretti e processamento de dados pela Universidade Bandeirantes. Francis também possui pós-graduação em desenvolvimento na FASP.

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