Projeção do PIB do Brasil é de contração de 4,5%, segundo Itaú

Banco Itaú

O Itaú Unibanco reavaliou sua perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e aumentou a queda de 2,5% para contração de 4,5%, o que piora o desempenho da economia brasileira em meio a pandemia no novo coronavírus.

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Por trimestre, o banco avalia uma queda de 2,1% no PIB no período de janeiro a março e contração de 10,6% no segundo trimestre, seguido de alta de 10,1% no terceiro trimestre e de 0,70% no último quarto do ano, consideração as margens com ajuste sazonal.

Para a área de emprego, a taxa de pessoas desempregadas foi elevada. De 12,6% para 14% no fim de 2020 e de 12% para 13,7% no fim de 2021.

“A mudança foi causada por crescimento global mais baixo; propagação do vírus no Brasil ainda intensa e persistente; e expectativa de deterioração do cenário fiscal no Brasil, que gera condições financeiras menos estimulativas e reduz a capacidade da economia de retomar o crescimento depois que a epidemia passa”, explica o banco em seu relatório.

Outra nota negativa é em relação as projeções fiscais no âmbito da crise do coronavírus. O Itaú estima que deve haver aumento de gastos sociais no ano que vem, que devem ser parcialmente financiados pelo aumento de carga tributária. O aumento deve ser de R$ 67 bilhões nos gastos sociais, com injeção de R$ 20 bilhões focados em tributos sobre lucros de setores específicos e de alta renda.

“A piora em 2020 decorre principalmente da perspectiva de aumento de gastos para o combate aos impactos do coronavírus, além da atividade econômica mais fraca”, afirma. “O aumento de gastos sociais deve elevar o benefício médio do Programa Bolsa Família de R$ 200 para R$ 600 mensais e ser implementado por meio de um fundo fora do orçamento público, e não sujeito ao teto de gastos, de modo que todos os gastos primários restantes continuarão respeitando a regra fiscal”, explica o Itaú.

Com o cenário negativo, o Brasil deve aumentar a dívida bruta em 2020, alcançando 92% do PIB e 88% do PIB em 2021. Em 2019. A dívida era de 76%. “No caso de piora fiscal adicional, a retomada da economia e a sustentabilidade das taxas de juros nas mínimas históricas ficariam ainda mais prejudicadas”, finaliza o banco.

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