Saiba o que é open finance, a nova modalidade que vem substituir o open banking

Open finance

Recentemente, o Banco Central do Brasil (BC) anunciou que irá alterar o nome da nova regulação do sistema financeiro open banking para open finance, já que o método promete englobar não só produtos bancários, como também seguros e investimentos. O objetivo é iniciar o novo modelo até o final de 2021, o que deve aprimorar a competitividade no mercado financeiro. Pensando nisso, a Bit Capital , uma das principais plataformas de open finance baseada em blockchain do Brasil, esclarece como funciona essa alteração sistemática e o que o cliente pode esperar das instituições financeiras.

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Segundo Francesco Miolo, CFO da Bit Capital, o open finance viabilizará a criação de novos modelos de negócios, que permitirá que empresas e pessoas físicas reduzam o custo de suas operações bancárias, democratizando o acesso a serviços financeiros de qualidade e o aumento na rapidez das transações. “A Bit Capital é uma plataforma aberta e modular, que possibilita uma fácil integração entre clientes e fornecedores. Desde nossa fundação operamos como open finance, permitindo intercâmbio de serviços e dados entre nossos parceiros”, conclui.

A ideia central do open finance é que os usuários são donos dos próprios dados. “Isso pode parecer óbvio, mas hoje os bancos é que detém nosso histórico de transações, tornando mais difícil a migração de uma instituição para outra e, por consequência, limitando o alcance e o potencial de inovação de produtos. Com a nova regulação do BC, as instituições serão obrigadas a compartilhar os dados do consumidor final, desde que com consentimento deste, permitindo que tenhamos acesso a serviços financeiros mais baratos e de melhor qualidade”, afirma Miolo.

Com a mudança para o open finance, o BC pretende aumentar a concorrência também entre as fintechs, que estão crescendo cada vez mais no setor e acelerar a digitalização das instituições tradicionais, uma vez que toda a comunicação entre os participantes se dará por meio de uma API (sigla em inglês para interface de programação de aplicações) padronizada. O modelo favorece ofertas que abrangem todo o sistema financeiro, fazendo com que o cliente receba propostas mais vantajosas para seu perfil e tenha mais independência ao escolher uma instituição, como seguradoras, companhias de câmbio, fundos de previdência, etc.

Além de apresentar uma série de normas a serem seguidas, o BC nomeou quatro fases para efetivar a mudança, prevista para o final de 2021. A primeira etapa consiste na abertura de tarifas entre as instituições bancárias. A segunda, possibilita o intercâmbio de dados cadastrais e das transações dos clientes. O terceiro momento é de compartilhamento de serviços transacionais, com novas formas de intermediação de pagamentos. A quarta e última etapa consiste na abertura de escopo do open banking, que deixará de ser exclusivamente para operações bancárias e passará a atender seguros, investimentos e outras operações financeiras.