Santander abre linha de crédito internacional para PMEs e energia renovável

Santander

A International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, concedeu uma linha de financiamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 560 milhões em valores de hoje) ao Santander Brasil para impulsionar o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas. Deste montante, metade será destinada à comercialização de painéis fotovoltaicos e, do restante, pelo menos 20% deve ser direcionado as pequenas e médias empresas com participação majoritária feminina.

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O financiamento da IFC faz parte do Programa Working Capital Solutions, dentro do Pacote Global de Financiamento Acelerado de US$ 8 bilhões da instituição para combater os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. O empréstimo ao Santander possui validade de um ano e possibilidade de renovação uma vez, por um período de mais 12 meses. Esta é a terceira transação do Banco com a IFC desde 2017.

“Financiar linhas de crédito verde neste momento é fundamental para apoiar a transição para uma economia mais limpa, enquanto o foco em pequenos negócios e nas empreendedoras, além de ser parte de nossa estratégia, colabora para um ciclo virtuoso de retomada da atividade no País. Essa nova parceria com a IFC nos permite ampliar nossa atuação nestas importantes frentes”, afirma Franco Fasoli, diretor de Empresas, Governos & Instituições do Santander Brasil.

O Santander Brasil é pioneiro no financiamento de projetos de geração de energia solar, desde grandes usinas solares até a venda de painéis fotovoltaicos para pequenos agricultores. E já viabilizou o financiamento de 285 parques eólicos, que respondem por 30% da capacidade instalada de energia eólica no País. O Banco também é um dos líderes em financiamento às PMEs no Brasil e registra crescimento de 27,3% em sua carteira de crédito ao segmento nos últimos 12 meses (até junho).

“A pandemia da COVID-19 vem afetando as economias em todo mundo, deixando as pequenas e médias empresas particularmente vulneráveis. É por isso que, além de catalisar projetos verdes, a linha de financiamento da IFC permitirá que o Santander apoie pequenas e médias empresas, incluindo as de mulheres empreendedoras, possibilitando a continuidade dos seus negócios e a preservação de empregos”, afirma Rogério Santos, executivo da IFC responsável pela área de Instituições Financeiras para o Brasil e o Cone Sul.

A IFC vem investindo no setor privado brasileiro desde 1957 para endereçar os principais desafios de desenvolvimento do país, incluindo os de urbanização, inclusão social, competitividade e produtividade, e gerenciamento de recursos naturais. No ano fiscal de 2020, os investimentos de longo prazo da IFC no Brasil, em todos os setores, totalizaram US$ 2,2 bilhões, incluindo US$ 615 milhões em mobilizações de recursos de terceiros.

As PMEs representam 99% de todas as empresas no Brasil, segundo o Sebrae. Elas são os motores da criação de empregos, gerando 52% de empregos formais e contabilizando 30% do produto nacional bruto do País.

A parcela destinada a PMEs de propriedade de mulheres utiliza recursos do Women Entrepreneurs Opportunity Facility (WEOF), um fundo global dedicado a ampliar o acesso de mulheres empreendedoras ao capital. O WEOF foi lançado em 2014 pela IFC, por meio de seu programa Banking on Women, e pelo Goldman Sachs 10.000 Women. O programa Banking on Women da IFC oferece financiamento e experiência a uma extensa rede de instituições financeiras para ajudá-las a adquirirem e expandirem as PMEs de propriedade de mulheres e clientes de varejo. O WEOF já atingiu 73.000 mulheres empresárias por meio de seus investimentos e está a caminho de atingir 100.000 mulheres em todo o mundo.

Charlotte Keenan, Diretora Mundial da Goldman Sachs 10,000 Women, afirmou que “o WEOF está empenhado em desenvolver a capacidade dos bancos locais de mitigar o impacto desproporcionalmente negativo da COVID-19 sobre as empresas lideradas por mulheres. Essa parceria inovadora nos permite apoiar a proporção de financiamento de capital de giro para as PMEs de propriedade de mulheres nos mercados emergentes, a fim de assegurar recursos para que tenham um crescimento contínuo em tempos econômicos difíceis”.