Softbank adquire 8% do Banco Inter por R$ 760 milhões

(Foto: Charles Silva Duarte)

O crescimento dos bancos digitais e fintechs estão se tornando um negócio muito lucrativo, em termos de investidores internacionais. Deste vez o Banco Inter, da família Menin, recebeu um valor de R$ 760 milhões do grupo japonês SoftBank em troca de 8% dos negócios da empresa. As primeiras informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

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Recentemente, o Nubank recebeu um aporte de U$$ 400 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) do fundo americano TCV.

Aliás, o Softbank tentou investir no Nubank no início do mês, chegaram a se reunir com a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, mas o investimento não foi fechado por um desacordo entre as duas partes na questão do total do aporte e o valor de mercado que o Nubank alcançaria com ele.

Agora, a injeção de capital no Inter somou um valor total de R$ 1,24 bilhão e foi feito por meio de uma nova emissão de ações. Além do Softbank, outros investidores mantiveram suas apostas no banco digital. A revista Isto É Dinheiro detalhou que “R$ 300 milhões em ações ficaram com os acionistas da instituição que exerceram o direito de prioridade na oferta e cerca de R$ 100 milhões com o mercado”. A família Menin tem como principal investimento a construtora MRV.

O Banco Inter abriu seu capital na bolsa em abri do ano passado e vem chamando a atenção pelo seu desempenho. Isso porque os gestores de fundos já vinham ampliando suas posições no ativo, antes da emissão. Nos últimos meses, as ações do Inter tiveram variação de 447%. Apernas em 2019, a alta foi de 144%.

Os bancos coordenadores da oferta foram o Bradesco BBI, Goldman Sachs, Banco BTG Pactual, JPMorgan Chase, Banco Santander e a Caixa Econômica Federal.

Apostas

Não é a primeira vez que o Softbank tem mostrado interesse nas fintechs no Brasil. A empresa fez um aporte de US$ 231 milhões na Creditas, fintech de empréstimos pessoais. Com os recursos, a startup pretende organizar sua expansão pela América Latina.

O grupo japonês também investe em startups latinas, como as empresas de entrega Loggi e Rappi. Elas levantaram, respectivamente, US$ 150 milhões e US$ 1 bilhão com o Softbank, lideraod na região pelo boliviano-americano Marcelo Claure. A Gympass, uma startup de academias a clientes corporativos também recebe aporte.

Futuro

Agora o Banco Inter procura um paceiro estrangeiro para ser mais do que um banco digital. Está de olho em serviços não financeiros, por meio do lançamento de um super app. “Em abril, o Inter recebeu autorização do governo para a participação de estrangeiro em seu capital, o que vinha, até então, impedindo o banco mineiro de concretizar a parceria”.

A aposta inicial deve ser em turismo, o que deixou as pessoas um pouco intrigadas com a pretensão do banco. A reportagem da revista procurou o banco, mas não houve retorno.

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