TCU pede que Banco do Brasil suspenda parte da publicação em sites de “fake news”

Banco do Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nessa quarta-feira (27) que o Banco do Brasil suspenda parte de seus contratos de publicidade, relacionados a propaganda em sites, blogs, portais e redes sociais.

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A decisão ocorre para que o banco não divulgue sua marca em sites acusados de propagar informações falsas e que receba recursos do Banco do Brasil. A decisão não interfere na publicidade em portais, sites, blogs e redes sociais vinculados a empresas concessionárias de serviços de radiodifusão, além de não interferirem em jornais e revistas que existam há mais de 10 anos.

A decisão foi acatada pelo ministro Bruno Dantas, do TCU, após o pedido feito pelo procurador Lucas Furtado, do Ministério Público, que pediu investigação de suposta interferência indevida do secretário de Comunicação do Planalto, Fabio Wajngarten, e do vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, na publicidade do banco.

Publicidade do Banco do Brasil

Nas redes sociais, algumas pessoas vinham denunciando o Banco do Brasil por publicidade em sites de propagação de “fake news”. Um perfil no Twitter chegou a mostrar que o site que recebia recursos de anúncio do BB propagava notícias falsas. Tanto Carlos Bolsonaro quanto Wajngarten reclamaram da suspensão e horas depois, o anúncio voltou a ser veiculado no site.

Na decisão do ministro Bruno Dantas, a afirmação é colocada como gravíssima, pois recursos do Banco do Brasil “estão sendo drenados para financiar sites, blogs e redes sociais que se dedicam a produzir conteúdo sabidamente falso e disseminar fake news e discurso de ódio”.

Ainda na decisão é solicitado que a Controladoria Geral da União (CGU) edite a portaria instituindo um grupo de autorregulamentação publicitária para definir quais serão os sites que receberão os anúncios do banco. O prazo para criação do grupo criado é de 90 dias.

O ministro solicita que o grupo tenha participação da sociedade civil, bem como da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), Associação Nacional das Editoras de Revistas (Aner), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e o Instituto Palavra Aberta.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República não quis comentar sobre o caso.