Tim sugere criação de carteira digital conjunta entre operadoras

Empresas Mobile Time

Com as mudanças previstas no mercado financeiro em decorrência da pandemia do coronavírus, grandes empresas buscam soluções para a crise do mercado. De acordo com o head de estratégia e transformações da Tim Brasil, Renato Ciuchini, as operadoras móveis brasileiras deveriam trabalhar em conjunto para a criação de uma carteira digital voltada para clientes pré-pago.

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Ciuchini participou de uma live nessa quinta-feira (21), promovida pela Mobile Time, ao lado de Breno Lobo, chefe de subunidade do Banco Central, Flavio Elizalde, head do Brasil da McAfee, Gueitiro Genso, CEO do PicPay e Renato Mansur, diretor de canais digitais do Itaú Unibanco. A conversa foi mediada por Fernando Paiva, editor da Mobile Time.

Na conversa, Ciuchini sugeriu que as operadoras trabalhassem em conjunto neste momento de crise. “Todas as operadoras estão estudando [a criação de serviços financeiros] e possuem grupos de trabalho sobre o assunto. Minha visão é de que em um segmento com muitos players faz sentido trabalharmos de forma conjunta. Mas sei que não é fácil”, comentou.

Ele defende sua ideia de que esta carteira poderia criar uma série de vantagens para qualquer operadora de telefonia, como redução de custos e redução de churn (perda de receita pela empresa ou cliente). “O mercado de telecom precisa evoluir. O cliente é sedento por crédito e gigabytes. Queremos monetizar a base fora do nosso core business”, disse.

Atualmente, a Tim atua em uma linha de frente com o banco digital C6 Bank. A parceria é voltada para clientes de médio e alto valor, que terão serviços exclusivos neste acordo. A empresa de telefonia terá uma participação acionária no banco.

Banco Central e PIX

Na videoconferência, os empresários discutiram diversas medidas em relação a pandemia e sobre as novas tecnologias. Até o final do ano, o Banco Central deve implantar por completo o sistema PIX, novo sistema de pagamentos com maior proteção aos dados dos clientes e maior facilidade para o uso dos sistemas bancários.

“Entre junho e outubro, depois dos cadastros, teremos os testes homologatórios. A oferta do PIX começa em 16 de novembro, como está no cronograma. E, em dezembro, reabriremos o processo de cadastro (para novas empresas)”, explicou Breno Lobo sobre o calendário de implementação.

Durante a live sobre “A desmaterialização do dinheiro em tempos de pandemia”, foi discutido sobre a transmissão do coronavírus por meio das cédulas de dinheiro, o que poderia acelerar o processo de bancarização dos brasileiros e do uso cada vez menor do dinheiro vivo. No entanto, um representante da Associação Brasileira de Transporte de Valores (ABTV) disse durante a live que o contágio também pode acontecer em superfícies plásticas, como é o caso dos cartões de crédito, caixas eletrônicos e máquinas de cartão.

A ideia do PIX, de acordo com Lobo, é facilitar os pagamentos, proteger os dados dos usuários, diminuir o uso do dinheiro vivo e ainda substituir o código de barras das faturas tradicionais pelo QR Code do PIX. “Só não pode ter custo para o cliente final”, ressaltou Ciuchini.

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